Viva São João!

Viva São João!
Arraial de São João (2102), Assis Costa, Currais Novos/RN.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CAPS de Currais Novos e Santa Cruz se encontram e festejam o Dia do Amigo.

Os CAPS de C. Novos e Santa Cruz encontraram-se para celebrar o Dia do Amigo em ritmo de festa e confraternização. Convidados pelo CAPS "Chiquita Bacana", saímos de Currais Novos e fomos muito bem recebidos num clima de muita amizade. Primeiramente, fomos à instituição conhecer o espaço físico, sua equipe, usuários e tomar um saboroso café da manhã. Em seguida, seguimos para a quadra esportiva onde se deu o torneio de futsal entre os dois times. A gincana começou logo em seguida, no clube da cidade e contou com a participação efetiva de todos os participantes do evento. Após as atividades oferecidas, os anfitriões nos ofereceram uma boa feijoada e um passeio especialíssimo até a imagem de Santa Rita de Cássia, onde pudemos ver
a padroeira de perto, fazer-lhe um pedido, uma prece e se encantar com a beleza da cidade vista de cima. Agradecemos carinhosamente ao CAPS de Santa Cruz que tem fortalecido cada vez mais os laços de amizade entre nós, e dedicamos este momento as duas equipes que, "por cima de pau e pedra", tem conseguido mostrar que a saúde mental se dá muito além dos muros e portões da instituição. E que Santa Rita nos abençoe! Amém!

Postado por: equipe CAPS





MORRE ESTAMIRA, mas sua mensagem ficará impregnada em cada um daqueles que lutam por dias melhores.

Jornal Foha de São Paulo


Homenagem Póstuma:

Estamira! Mulher negra, resistente, trabalhadora!

ESTAMIRA, PRESENTE!



Ontem a tarde (27 de julho de 2011) Estamira Gomes de Souza, mulher negra da classe trabalhadora, catadora de lixo no Aterro do Gramacho (Rio de Janeiro) nasceu ao contrário. Tinha 72 anos e morreu cansada, mal cuidada e principalmente: não ouvida (paradoxalmente tão escutada no mundo inteiro). A protagonista do filme que leva seu nome, dirigido por Marcos Prado e lançado em 2004 agonizou por horas no Hospital Miguel Couto, na Gávea, desassistida pelo SUS e incapaz - como a imensa maioria dos trabalhadores - de comprar sua assistência em um hospital particular...

De toda forma, Estamira passou sua vida em pé, trabalhando, replicando sua existência dentro dum lixão, desatenta aos levantes manicomiais de empresários-da-saúde-mental que discorrem trocadilos sobre técnicas arcaicas repaginada, assistência integral, novos medicamentos, cuspindo cifras...

Alheia aos professores de Psicologia que passam o filme nas aulas e todos saem das salas com mal estar, surpresos, com pena. No ano que vem, uma nova turma assistirá sua história. Turo bem: esta arte nos permite a distância, a contemplação, o nãop envolver-se e o não implicar-se.

Escutamos Estamira e observamos mais uma que sofre numa massa de trabalhadores negros, homens e mulheres que apodrecem todos os dias. Estamira é apenas mais uma entre os milhares de loucos da classe trabalhadora que já não valem mais nada ao sistema do capital e que por isto - e só por isto - são jogados no lixo para se confundirem ao inútil e ao descuido nos aterros e favelas do país...

Não nos interessa a mera constatação de que algo vai errado. Interessa a luta pela efetividade da atenção à saúde mental no Brasil. Interessa à consolidação de equipes multidisciplinares, a efetivação da Reforma Psiquiátrica, a redução de danos, a porta aberta nos equipamentos, a defesa intransigente de uma vida digna e sem desigualdade social para todos os trabalhadores. Lutando, honramos Estamira e todos os seus irmãos e companheiros desconhecidos, que nunca estrlarão um filme mas que também querem visitar o mar.



Fonte: NEPS/UERJ- Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em saúde Mental e Atenção Psicossocial da FASSO/UERJ.





quarta-feira, 3 de agosto de 2011

COLORIDAMENTE: com muita cor e brilho, o CAPS comemora o sucesso do projeto cultural patrocinado pelo BNB de Cultura. Qual a sua Cor?












O CAPS "Maria Vênus Cunha"teve a honra de abrir suas portas para uma grande iniciativa aberta a comunidade e a usuários do serviço. Trata-se do projeto ColoridaMente, curso gratuito de aerografia em camisetas, contemplado pelo BNB de cultura 2011, com os patrocínios do próprio BNB, BNDES e Governo Federal que aconteceu no mês de julho nas áreas internas da instituição. O projeto foi o resultado de uma parceria entre o CAPS e o Grupo Casarão de Poesia e tinha como principal objetivo a diminuição do precinceito contra a loucura. A coordenação do projeto ficou por cinta da assistente social Paula Érica que também é integrante do Grupo. No encerramento, realizado no último dia 30/07, na sede do Casarão, localizado na Rua Lula Gomes, 409, houve uma mistura de linguagens artísticas, dentre elas a grafitagem, a música e a dança. Na ocasião, houve também o encerramento do curso gratuito de violão, outro projeto contemplado pelo BNB de cultura através do Casarão de Poesia. A noite contou com a participação da banda Loga(ritmos) do IFRN C. Novos; apresentação de uma das turmas de violão, com um repertório de três músicas; apresentação de dança do ventre, realizadas por dois alunos do curso de aerografia e, para fechar a noite em grande estilo, tivemos um desfile com a participação dos alunos do curso de aerografia vestidos com algumas camisetas produzidas. E aí, qual a sua cor?

Postado por: Paula Érica

18 DE MAIO: Comemoração ao Dia Nacinal de Luta Antimanicomial em Currais Novos.

Na terceira semana de maio, usuários e equipe do CAPS "Maria Vênus Cunha" foram as ruas comemorar a data da Luta Antimanicomial. As atividades desenvolvidas foram as seguintes:
No primeiro dia (16/05), foi realizada uma panfletagem pela cidade com o intuito de divulgar o trabalho realizado no CAPS e a comemoração à Luta. Em seguida, fomos recebidos pelo Prefeito Municipal, o Dr. Geraldo Gomes na Prefeitura Muunicipal da cidade. e concluímos as atividades do dia com uma gincana na sede do CAPS.

No dia seguinte (17/05), recebemos a equipe e usuários do CAPS de Santa Cruz para um torneio de futsal entre os times das duas instituições. Para a confraternização das duas equipes, após o término do jogo, foi oferecido uma feijoada com animação do forrozeiro Antônio Macedo e premiação com troféis e medalhas.
No dia de comemoração oficial da Luta Antimanicomial (18 de maio), foi realizada uma visita à Fundação Cultural Dr. José Bezerra Gomes, onde se comemorava a semana do museu. Terminamos o dia na sorveteria brindando à data comemorada.
fizemos uma visita à Fundação Cultural Dr. José Bezerra Gomes, onde estava sendo comemorado a semana do museu e concluímos o passeio na sorveteria, onde brindamos com sorvete a data comemorativa.


Postado por: Ana Célia, Val Macedo, Paula Érica e Natália Medeiros

LOUCOS POR FOLIA: Caicó e Currais Novos destacam-se com carnaval de rua para usuários do CAPS.


O CAPS "Maria Vênus " teve um fevereiro cheio de alegria. No primeiro dia de carnaval, a equipe e usuários da instituição reuniram-se em grande estilo no carnval de rua de Caicó (Psifolia), hoje considerada uma das maiores festas do estado do RN e que reune milhares de foliões nas ruas da cidade onde todos são iguais, sem preconceito., como toda festa carnavalesca. No terceiro dia, fomos às ruas do nosso município (C. Novos), em trio elétrico, comemorando nosso primeiro carnaval de rua (CarnaCaps). O evento foi um sucesso e contou com a participação de muitos parceiros, amigos e afins da saúde mental.

Publicado por: Paula Érica e Val Macedo

terça-feira, 6 de julho de 2010

RECEITA DE DONA CACILDA


Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 8:00 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendenter veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma discrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto...Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo "treino" pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!).
3. Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que sejam Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão. E o nome do Alemão é Alzheimer"!
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela.
6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. Viva enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se de coisas que ama: quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
Texto recebido de Dona Maria Amélia Vampré Xavier e publicado por Fábio Adiron no dia 30 de maio de 2009 no blog: http//topicosemautismoeinclusao.blogspot.com

Ex-interno vai coordenar área de saúde mental no Amazonas

MANAUS - Aos 37 anos, Setemberg Rabelo vai votar pela primeira vez nas eleições de outubro. Portador de transtorno psíquico, ele passou anos sem direito à cidadania, escondido atrás das estatísticas de saúde mental, nos prontuários do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, em Manaus. "A internação desqualifica você como ser humano, nos tiram coisas básicas, como olhar no espelho, vestir uma roupa que não seja coletiva. É como se doido não fosse cidadão", compara. Desde o primeiro surto, ainda na adolescência, até o último, há cerca de três anos, Rabelo passou por várias internações, tornou-se umas das referências na luta antimanicomial no Amazonas e está prestes a assumir a gestão de saúde mental do município de Manacapuru município da região metropolitana de Manaus. A militância pela reforma psiquiátrica foi motivada pelo horror vivido durante as internações no hospital psiquiátrico. "Eu achava que estava preso em uma penitenciária. Demorei a me dar conta de que era um hospício, me perguntava por que fui parar ali." Depois da passagem pelo hospital, foi a vez do preconceito. "Você é chamado de louco. As pessoas começam a te olhar com medo, no supermercado, na fila do pão. Você vai passando e as mães pegam as crianças no colo", lembra. A revolta e o estigma da loucura, que afastaram Rabelo dos amigos e da convivência social, levaram-no a tentar suicídio e a pensar em matar a própria família. "Depois de tudo isso, saí denunciando, comecei a reivindicar. E foi mais ou menos na época da aprovação da lei [nº 10.216, que regulamenta a reforma psiquiátrica no Brasil]". Rabelo buscou o apoio do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), organização não governamental que dá suporte à reforma psiquiátrica no estado, e passou a contar sua experiência em eventos sobre saúde mental pelo Brasil e até no exterior. Usuário de um dos centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Manaus, o ex-interno quer usar a experiência dos anos vividos atrás das grades do hospício para não repetir erros e garantir a implementação dos serviços de saúde mental de base comunitária no município de Manacapuru. "Pensamos não só em construir Caps, nosso compromisso é implantar uma rede de cuidados. O desafio vai ser mostrar que a loucura está dentro do contexto da sociedade, que ela não pega. Se a comunidade compreender isso, as pessoas [com transtornos mentais] sofrerão menos", avalia. Rabelo diz que ainda é chamado de louco, mas o estigma parece não incomodar mais. "Posso dizer que sou louco pelo meu trabalho, pela minha família, pelo movimento antimanicomial, pela Amazônia", brinca.
Fonte: Agência Brasil, 29 de junho de 2010 (www.dci.com.br)
Postado por Paula Érica